Meio piegas essa coisa de retrospectiva...
Quem é de verdade sabe o que acontece de bom e ruim... e eu só tenho a agradecer pelos meus amigos... 'pochi ma buoni'.
2011 não foi um ano perfeito, eles nunca são.
Mas MUITA coisa positiva aconteceu e as coisas ruins só servem pra ajudar a crescer e melhorar. Mesmo que eu ande com passos lentos, é o MEU tempo e eu sei que chego la.Onde quer que 'la' seja.
Pode vir 2012, to esperando de braços abertos.
Feel On Black Days.
'Bastante poético,mas sem nenhuma utilidade.'
sábado, 31 de dezembro de 2011
sábado, 3 de dezembro de 2011
Dias e dias cismando sobre lembranças...
Um dia desses estava no ônibus e sabe aquelas coisas que você diz que nunca vai esquecer? Pois é, esqueci. Por um ou dois segundos, mas esqueci.
Foi o suficiente pra pensar na efemeridade das coisas não concretas.
Porque aquilo acabou, é passado.
Mas ai hoje lembrei de coisas mais insignificantes e percebi que certas coisas perduram, mesmo que você não queira.
Um dia desses estava no ônibus e sabe aquelas coisas que você diz que nunca vai esquecer? Pois é, esqueci. Por um ou dois segundos, mas esqueci.
Foi o suficiente pra pensar na efemeridade das coisas não concretas.
Porque aquilo acabou, é passado.
Mas ai hoje lembrei de coisas mais insignificantes e percebi que certas coisas perduram, mesmo que você não queira.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
A gente costumava brincar de coisas bobas, acreditar em superstições e fingir que levava a sério.
'Nao pode separar as mãos ao passar num poste, ou coisa o tipo, pra cada um passar de um lado. Os dois tem que passar num lado só, com as mãos unidas. Senão a gente vai se separar.'
E quando esquecia ou se distraia e as mãos se separavam, a gente quase sempre voltava atrás e passava juntos. Como se o tempo pudesse voltar atrás. Como se ao segurar as mãos pudesse manter todo o resto junto, pra sempre. Como se voltar atrás pudesse apagar o que tinha acontecido.
terça-feira, 5 de julho de 2011
quase da pra saber como é ser um lencinho de papel... eu acho que as pessoas esquecem que se tem uma alma,além do corpo.
ou talvez seja só o medo de se apegar ao tal do lencinho,sei la!
só sei que essa coisa de ser lenço não me serve,não sou bondosa como o Cazuza.
não me interesso por migalhas... de tempo,afeição,o que quer que seja.
se for pra ser que seja inteiro,completo.
por mais que ser inteiro englobe defeitos,eu quero os defeitos!
eu sou do tipo que ama e até acha graça dos defeitos,eles também fazem parte do que uma pessoa é.
eu tenho tantos!
eu tropeço nos meus próprios pés;eu falo palavrão;choro fácil;brigo a toa, e isso é pouco.
'Migalhas dormidas do teu pao,
raspas e restos me interessam! ...'
ou talvez seja só o medo de se apegar ao tal do lencinho,sei la!
só sei que essa coisa de ser lenço não me serve,não sou bondosa como o Cazuza.
não me interesso por migalhas... de tempo,afeição,o que quer que seja.
se for pra ser que seja inteiro,completo.
por mais que ser inteiro englobe defeitos,eu quero os defeitos!
eu sou do tipo que ama e até acha graça dos defeitos,eles também fazem parte do que uma pessoa é.
eu tenho tantos!
eu tropeço nos meus próprios pés;eu falo palavrão;choro fácil;brigo a toa, e isso é pouco.
'Migalhas dormidas do teu pao,
raspas e restos
quarta-feira, 2 de março de 2011
Um pouco de drama.

Esse negocio de ficar triste já perdeu a graça. Tédio demais. Como é que se pode viver sempre assim?
E dizem que é drama mas, ei! Eu não escolho estar triste. Quem dera.
Cansei de apenas respirar, quero viver!
E quando alguém cansa assim e se manda todo mundo se pergunta 'Por que?' e esperam respostas de um deus,
mas Deus não tem nada com isso...O inferno é feito de pessoas.
(4 de janeiro de 2011.)
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Poema em linha reta.
Fernando Pessoa (Álvaro de Campos)
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
domingo, 12 de dezembro de 2010
Sobre viagens.
Hoje, em meio ao transito de Roma, que não é pouco, comecei a pensar sobre amores e aviões.
Nos filmes o que se vê é a mocinha que esta indo pra longe, apesar de muito triste, e então o mocinho chega ao aeroporto pouco antes do embarque (algumas vezes até depois) e faz uma declaração de amor linda... ela desiste da viagem (ou não) e eles vivem felizes até o fim do filme, o que muitas vezes acontece ali mesmo no aeroporto.
E depois? Dificilmente se sabe.
Eu passei pelo aeroporto duas vezes (indo) e em nenhuma delas foi assim...
Na primeira vez nos dissemos um 'Até logo!' meio sem jeito por causa dos expectadores, com lágrimas nos olhos e sorrisos forçados.
Já na segunda vez, ele chegou nos últimos momentos...
mas sem declarações de amor (verbais), nada de lágrimas (não ali) e sempre aqueles sorrisos...
E eu vim, pela segunda vez, morrendo de vontade de ficar...
Depois começaram as acusações: 'Voce foi embora pq quis!', 'A culpa é sua!'...
Mas eu sei que não é por maldade, é só saudade.
09/12/2010
Nos filmes o que se vê é a mocinha que esta indo pra longe, apesar de muito triste, e então o mocinho chega ao aeroporto pouco antes do embarque (algumas vezes até depois) e faz uma declaração de amor linda... ela desiste da viagem (ou não) e eles vivem felizes até o fim do filme, o que muitas vezes acontece ali mesmo no aeroporto.
E depois? Dificilmente se sabe.
Eu passei pelo aeroporto duas vezes (indo) e em nenhuma delas foi assim...
Na primeira vez nos dissemos um 'Até logo!' meio sem jeito por causa dos expectadores, com lágrimas nos olhos e sorrisos forçados.
Já na segunda vez, ele chegou nos últimos momentos...
mas sem declarações de amor (verbais), nada de lágrimas (não ali) e sempre aqueles sorrisos...
E eu vim, pela segunda vez, morrendo de vontade de ficar...
Depois começaram as acusações: 'Voce foi embora pq quis!', 'A culpa é sua!'...
Mas eu sei que não é por maldade, é só saudade.
09/12/2010
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